Queima a Fita #11: Monk


  O meu maior hiperfoco, como autista, e isso desde criança, sempre foi com detetives. O que se desdobrou em um monte de coisas com o tempo. Hoje como adulto coleciono livros de True Crime e de linguagem corporal além de ter alguns livros de Sherlock Holmes e gostar de séries policiais. Agora imaginem, nesse cenário, conhecer uma série de detetive e investigação onde o protagonista também é autista?
   Sim, senhores, é dito logo no primeiro episódio que o dr. Adrian Monk é autista e tem Transtorno Obsessivo compulsivo e gosta de organizar coisas e gosta de padrões. A série durou dez temporadas e honestamente, eu não sei como não tinha descoberto essa série antes, porque ela falava de autismo quase quinze anos antes de The Good Doctor. E Monk é simplesmente genial e mostra perfeitamente como por trás de todas as manias e dificuldade impostas pela condição autista pode haver uma pessoa incrível e inteligente esperando ser descoberta.
   Na série, há um único caso que Monk jamais foi capaz de resolver, que é o assassinato de sua falecida esposa Trudy, antes do início da série. Mas fora isso, sua atenção única aos menores detalhes e a rapidez com que sua mente funciona e consegue estabelecer a ligação entre eles, somada a dublagem excepcional do Hamilton Ricardo o tornam um personagem muito rico e incrível, fazendo por merecer todos os Emmys e Globos de Ouro que a série ganhou em suas oito temporadas.
   Sem banalizar os casos, sem forçar no drama e ao mesmo tempo, mostrando de uma forma quase pedagógica o que é o autismo e o que é o Toc no dia a dia, sem perder a investigação de vista, a série Monk consegue ser extremamente necessária, ainda mais hoje em dia, quando o assunto Autismo permanece mais em alta que em qualquer outro momento.
   E eu sei que em tese era para eu fazer piada, mas a série é tão fantástica que simplesmente não tenho do que reclamar e nem tenho como não elogiar essa série que deu visibilidade como nenhuma outra a condições mentais atípicas sem tratar como loucura ou tipificar como algo ruim ou negativo num tempo em que muita gente desconhecia esses transtornos.
   Assim, recomendo demais a série, e simplesmente amo que há uma série com um autista que compartilha do meu hiperfoco! A quem queira assistir, tem completa na Netflix!
.
Postagem Anterior Próxima Postagem