Clientes que não tem Razão #01: O Papel Higiênico


   Hoje eu quis começar um quadro diferente aqui no blog e dessa vez, eu trago a vocês uma das coisas mais divertidas que podem ser encontradas na internet. Considerem como um pedido de desculpas por aquele post anterior do capitão atendente! Os relatos que vocês vão ler nesse quadro vem todos da página Clientes que não tem Razão no Facebook:

   O ano é 2024, eu era operadora de caixa sem paciência nenhuma, quase coringando com o atendimento ao cliente.
   Uma "veia" acusou o supermercado de querer constranger a dondoca por não ter sacolinha que coubesse o pacote com 12 rolos de papel higiênico dela.

   Vocês se lembram de um dos primeiros posts da série do blog sobre gente chata em que eu falo de gente chata sobre O Super Veio? Pois é, vejam como isso é real! Temos um exemplar aqui!

   Segue o diálogo:
   -Cliente: O tamanho das sacolas é padrão?
   -Eu: Sim, senhora. Temos apenas essa sacola, sacos maiores apenas os retornáveis que estão por tantos reais.
   -Cliente: Mas como vocês não tem outro tamanho de sacola? Como vou colocar o pacote de papel higiênico? Não consegue confirmar com alguém se não tem algum outro tamanho?
   E como não sou boba, sempre que o cliente queria discutir com algo que eu já sabia que não tinha, mas nem Jesus Cristo conseguiria explicar pra essa abençoada que não tem, eu chamei uma fiscal.

   Eu duvido muito que Jesus Cristo sequer ia se dar ao trabalho. Ele nunca perdeu a calma por causa de ninguém. Sempre falou uma única vez e foi embora. E quando ele viu pessoas fazendo comércio na casa de deus nem tentou conversar, já saiu descendo a p#rrada em geral!

   -Fiscal: Em que posso ajudar?
   -Cliente: Não tem outro tamanho de sacola nesse supermercado? A mocinha aqui sequer verificou pra mim se teriam outros tamanhos. É extremamente constrangedor comprar papel higiênico e ter que andar com ele na mão na rua porque não tem sacola do tamanho do pacote! Só acho que se tem produtos grandes, vocês deveriam oferecer sacos que coubessem os produtos corretamente!

   Senhora do céu! Só existem três verdades incontestáveis e impossíveis de relativizar da vida: Todos vamos morrer, o Bolsonaro não presta e todo mundo caga! E se todo mundo caga todo mundo tem que dar um jeito de limpar o orifício rugoso! Porque seria uma vergonha o fato de que a senhora faz uma das coisas mais comuns a biologia espécie humana?

   -Fiscal: Então senhora, as sacolas plásticas são tamanho padrão. Fora desse tamanho, apenas sacos retornáveis. Mas não dá nada não, senhora! Ninguém fica olhando pras compras dos outros, todo mundo vai no banheiro!
   -Cliente: Isso é um absurdo! Como assim "não dá nada não"? Vocês não sabem nem atender cliente, tiram sarro e usam gírias sem ao menos irem verificar o estoque pra mim! Vocês querem que eu seja constrangida na rua andando por aí com o pacote a mostra? (aqui ela já levantando a voz kkkkkk)

   Ah, claro, senhora! Porque berrando que nem uma imbecil no meio do mercado lotado, segurando a fila de mais gente querendo ser atendida depois da senhora, e pior, pessoas que tem o mesmo direito de prioridade que a senhora e mal tratando uma caixa inocente que só está fazendo o trabalho dela a senhora não está se constrangendo não, imagina! Ao contrário, a senhora é digna de uma estrela na calçada da fama por essas ações tão dignas e uma matéria no Globo Reporter!

   -Fiscal: Senhora, não é isso. Mas todo supermercado tem o mesmo tamanho de saco plástico! Em qualquer outro mercado seria a mesma coisa!
   -Cliente: Isso é má vontade! Os jovens de hoje não querem mais saber de trabalhar. Ocupam a vaga dos outros, chegam em cargos altos trabalhando sem vontade nenhuma! Se não quer trabalhar, deixa a vaga pra quem quer!
   A fiscal só saiu de perto, deixou a louca resmungando e eu mesma não falei mais um A até finalizar a compra. Ela saiu esbravejando com todo mundo, dizendo que iria abrir uma reclamação sobre o Supermercado por conta do constrangimento que havia passado!

   A parte boa é que esse tipo de véio normalmente não volta, né? Ou volta? Ah, quem queremos enganar, é claro que volta!
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